Foto Kateryna Kon/Science Photo Likbrary/Getty Images
O avanço de casos de Sarampo tem acendido o alerta entre profissionais da saúde no Brasil e em diversos países. Considerada uma doença altamente contagiosa, o sarampo havia sido controlado nos últimos anos, mas a queda na cobertura vacinal tem preocupado especialistas e autoridades sanitárias.
Segundo dados do Ministério da Saúde, a redução na procura pela vacina é o principal fator para o risco de reintrodução da doença. A imunização é considerada a forma mais eficaz de prevenção e proteção coletiva.
Doença altamente contagiosa
O sarampo é causado por um vírus transmitido por gotículas respiratórias, liberadas quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala. A transmissão é considerada extremamente fácil, podendo ocorrer mesmo após o infectado deixar o ambiente.
Entre os principais sintomas estão:
- Febre alta
- Tosse persistente
- Coriza
- Olhos vermelhos e lacrimejantes
- Manchas vermelhas pelo corpo
Em casos mais graves, a doença pode evoluir para complicações como pneumonia, infecções no ouvido, encefalite e até morte, especialmente em crianças pequenas, idosos e pessoas com baixa imunidade.
Vacinação é principal forma de prevenção
A vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde e faz parte do calendário nacional de vacinação.
A proteção ocorre principalmente por meio da Vacina Tríplice Viral, que também protege contra caxumba e rubéola.
O esquema recomendado é:
- Primeira dose aos 12 meses
- Segunda dose aos 15 meses
- Atualização para adolescentes e adultos que não foram vacinados
Profissionais da saúde reforçam que manter a caderneta de vacinação atualizada é essencial para evitar surtos.
Queda na vacinação preocupa autoridades
Especialistas apontam que a redução da cobertura vacinal nos últimos anos está ligada a diversos fatores, incluindo:
- Desinformação sobre vacinas
- Falta de atualização da caderneta
- Dificuldade de acesso em algumas regiões
- Percepção errada de que a doença foi erradicada
Essa combinação aumenta o risco de novos surtos, especialmente em comunidades com baixa cobertura vacinal.
Brasil já havia eliminado a doença
O Brasil recebeu em 2016 o certificado de eliminação do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde. No entanto, com a queda na vacinação, novos casos voltaram a ser registrados nos anos seguintes.
Especialistas alertam que manter a vacinação em alta é essencial para evitar o retorno definitivo da doença.
Quando procurar atendimento
Autoridades de saúde recomendam que pessoas com sintomas suspeitos procurem imediatamente uma unidade de saúde e evitem contato com outras pessoas para reduzir a transmissão.
Também é importante informar se houve contato com casos suspeitos ou viagens recentes para regiões com circulação do vírus.
Prevenção ainda é a melhor estratégia
Profissionais da saúde reforçam que o sarampo pode ser evitado com medidas simples, sendo a vacinação a principal delas. A proteção individual contribui também para a proteção coletiva, especialmente de pessoas que não podem receber a vacina, como bebês menores de seis meses.
O alerta das autoridades é claro: manter a vacinação em dia é essencial para evitar o retorno do sarampo e proteger a população.