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Petróleo dispara após escalada da guerra entre EUA, Israel e Irã

REUTERS/Stringer/Foto de Arquivo.

Os preços do petróleo abriram em forte alta nesta segunda-feira, após o feriado da Páscoa, impulsionados pela intensificação do conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã, que continua afetando o fornecimento global da commodity.

Os contratos futuros do Petróleo Brent subiram US$ 2,40, equivalente a 2,2%, alcançando US$ 111,43 por barril às 22h15 GMT. Já o West Texas Intermediate (WTI) registrou alta ainda maior, avançando US$ 3, ou 2,7%, sendo negociado a US$ 114,57 por barril.

Tensão cresce após ameaça de Trump

A alta foi impulsionada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentar a pressão contra o Irã no domingo de Páscoa. Em uma publicação nas redes sociais, Trump ameaçou atacar usinas de energia e pontes iranianas caso o país não reabra o Estreito de Ormuz até terça-feira.

O Estreito de Ormuz é considerado uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo, responsável pelo transporte de cerca de 20% da produção global. Qualquer interrupção no fluxo da região impacta diretamente os preços internacionais.

Mercado teme impacto global

A escalada da tensão militar preocupa investidores e especialistas, que temem uma interrupção mais ampla na oferta global de petróleo. Com isso, o mercado reage rapidamente, elevando os preços diante da possibilidade de escassez.

Analistas destacam que, caso o conflito se intensifique, os efeitos podem incluir:

  • Aumento do preço dos combustíveis
  • Alta da inflação global
  • Impacto no transporte e logística
  • Elevação do custo de alimentos e produtos

Impacto direto no Brasil

Para o Brasil, a alta do petróleo pode significar aumento nos preços da gasolina, diesel e gás de cozinha. Especialistas alertam que a volatilidade no mercado internacional costuma refletir rapidamente no bolso dos consumidores.

Com o prazo dado por Trump se aproximando e o conflito ainda sem solução diplomática, o mercado segue em alerta e o mundo acompanha a crise com preocupação.

A situação permanece em desenvolvimento e novas oscilações no preço do petróleo não estão descartadas nas próximas horas.

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