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O vereador de Salvador André Fraga (PV) reagiu à decisão da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) que barrou sua candidatura a deputado estadual e classificou o episódio como um “golpe” contra o Partido Verde.
Durante discurso na Câmara Municipal de Salvador, nesta segunda-feira (3), Fraga afirmou que considera a decisão uma forma de perseguição política e disse que pretende buscar medidas para tentar reverter o veto.
Segundo o vereador, a escolha teria sido tomada de maneira arbitrária por integrantes da federação. “Foi um golpe, mas esse golpe não sairá impune, não será em silêncio. Ele será denunciado diariamente”, declarou.
O veto ocorreu após PT e PCdoB se posicionarem contra a indicação do parlamentar dentro da composição partidária. Ao comentar o caso, André Fraga também criticou setores da esquerda que, segundo ele, não teriam se manifestado diante da situação.
“Não vi ninguém se levantar. Mas quando a extrema-direita faz algo que eu também denuncio, todos se manifestam. Aqui também existe arbitrariedade, perseguição e golpe”, afirmou.
O vereador garantiu que continuará buscando seus direitos e afirmou que pretende recorrer judicialmente para assegurar a participação do Partido Verde dentro da federação nas próximas eleições.
Durante o pronunciamento, Fraga também citou a candidatura à reeleição do deputado Binho Galinha (Avante), que está preso preventivamente e foi condenado em primeira instância no âmbito da Operação El Patrón. O vereador questionou o posicionamento de setores políticos diante do cenário eleitoral.
“É uma disputa eleitoral. Eles estão preocupados em garantir espaço político, recursos e eleição, mas eu não vou desistir”, afirmou.
A decisão sobre o futuro da candidatura de André Fraga deve continuar sendo debatida dentro da federação e também nos caminhos jurídicos que o parlamentar pretende seguir.