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O Governo Federal apresentou uma proposta para ampliar os limites do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, aumentando tanto o teto de renda das famílias quanto o valor máximo dos imóveis que podem ser financiados. A medida tem como objetivo facilitar o acesso à casa própria e incluir mais brasileiros no programa.
A proposta foi enviada pelo Ministério das Cidades ao Conselho Curador do FGTS, responsável por analisar e aprovar mudanças no programa. Caso seja aprovada, as novas regras podem beneficiar principalmente famílias de renda média que hoje enfrentam dificuldades para financiar imóveis devido aos preços mais altos no mercado imobiliário.
Novos limites de renda propostos
De acordo com o governo, os tetos de renda mensal familiar passariam a ser os seguintes:
- Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200
- Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5.000
- Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600
- Faixa 4 (classe média): de R$ 12.000 para R$ 13.000
Com a ampliação, mais famílias poderão se enquadrar nas condições do programa, que oferece juros mais baixos que os praticados no mercado tradicional.
Valor máximo dos imóveis também deve subir
A proposta também prevê aumento no teto do valor dos imóveis financiados:
- Faixa 3: de R$ 350 mil para R$ 400 mil
- Faixa 4: de R$ 500 mil para R$ 600 mil
Segundo especialistas do setor imobiliário, a atualização dos valores é considerada necessária devido à alta nos preços das construções e dos imóveis nos últimos anos.
Mudanças ainda precisam de aprovação
Apesar do anúncio, as novas regras ainda não estão em vigor. A proposta será analisada pelo Conselho Curador do FGTS, que deve decidir nas próximas reuniões se as mudanças serão aprovadas e quando passarão a valer.
Se aprovadas, as alterações podem ampliar o acesso à moradia para milhares de famílias brasileiras e estimular o setor da construção civil no país.