Foto: Reprodução/Redes Sociais
Paramirim viveu momentos de profunda tristeza nesta segunda-feira (31), durante o velório e o sepultamento das quatro crianças da mesma família que morreram afogadas em um reservatório na comunidade de Salina Branca, zona rural do município.
As vítimas foram identificadas como os irmãos Jeferson Davi Silva Oliveira, de 9 anos; Jackson Diego Silva Oliveira, de 6; José Diogo Silva Oliveira, de 3; e o primo Lorenzo Almeida Cardoso, de 8 anos.
Durante a cerimônia de despedida, os quatro caixões foram colocados lado a lado. Familiares, amigos, moradores da comunidade e pessoas de diferentes localidades participaram das homenagens, em uma demonstração de solidariedade e apoio aos parentes das vítimas.
A celebração religiosa contou com a presença do bispo da Diocese de Livramento de Nossa Senhora e de padres da região, que levaram palavras de conforto aos familiares neste momento de dor.
A tragédia aconteceu na tarde de domingo (30), em um reservatório de água situado na comunidade rural. Conforme as informações divulgadas, as crianças estavam dentro de um cocho utilizado para alimentar animais, que teria sido usado como uma pequena embarcação.
O recipiente acabou se afastando da margem e virou, lançando as crianças na água. Uma quinta criança, de 11 anos, conseguiu nadar até a margem e sobreviveu. A mãe de Lorenzo tentou ajudar no resgate, precisou ser socorrida e foi encaminhada para atendimento médico.
Equipes do Corpo de Bombeiros realizaram as buscas e encontraram os corpos dos quatro meninos. A Polícia Civil instaurou uma investigação e realiza perícias e coleta depoimentos para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido.
As crianças estudavam na Escola Municipal Dalila Meira. Em sinal de luto, a Prefeitura de Paramirim suspendeu as aulas da rede pública municipal na segunda-feira e divulgou uma nota lamentando as mortes.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, também manifestou pesar e prestou solidariedade aos familiares e à população paramirinhense. A tragédia causou grande comoção em Paramirim e em diversos municípios da região, especialmente entre os moradores de Salina Branca.