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Uma declaração do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), provocou repercussão entre políticos e advogados em Brasília. Durante a sessão da Corte realizada na terça-feira (15), o magistrado afirmou que havia chegado atrasado porque estava analisando pedidos e decretando prisões.
O comentário ocorreu durante uma conversa descontraída com o presidente do STF, Edson Fachin, quando os ministros falavam sobre o grande volume de documentos e petições recebidos nos últimos dias.
Na ocasião, Dino também mencionou um vídeo humorístico de Fábio Porchat sobre a rotina intensa dos jornalistas diante da divulgação constante de novas informações, especialmente relacionadas ao caso Banco Master.
Apesar da repercussão, o ministro não informou quem seriam os alvos das ordens judiciais nem esclareceu a quais investigações as prisões estariam relacionadas.
Processos sob relatoria aumentam expectativa
A fala despertou atenção porque Flávio Dino é relator de investigações relevantes no Supremo. Entre elas estão procedimentos relacionados ao filme “Dark Horse”, às suspeitas envolvendo emendas parlamentares e o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP), além de um inquérito que cita Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Até o momento, porém, não existe confirmação pública de que as prisões mencionadas pelo ministro estejam relacionadas a algum desses casos. Qualquer associação permanece no campo da especulação enquanto as decisões não forem oficialmente divulgadas.
A declaração foi dada durante a sessão que discutia os desdobramentos do caso Banco Master e as suspeitas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro.