Foto reprodução
A expansão da inteligência artificial generativa trouxe uma dúvida ao mercado de tecnologia: o crescimento dessas plataformas conseguirá compensar os altos custos de operação? Desde o lançamento do ChatGPT, no fim de 2022, o setor atrai investimentos, mas enfrenta questionamentos sobre sua sustentabilidade financeira.
Segundo levantamento da consultoria SemiAnalysis citado pelo Estadão, o custo estimado para atender um usuário que esgotasse todas as cotas dos planos analisados poderia chegar a US$ 8 mil no Claude e US$ 14 mil no ChatGPT. As assinaturas individuais mais caras consideradas no estudo custavam US$ 200 mensais.
Os valores se referem a testes de uso máximo, e não ao custo médio de cada assinante. Divulgada no fim de junho, a análise explorou os limites disponíveis nos planos para avaliar a diferença entre o preço cobrado e os recursos computacionais consumidos.
O estudo indica que usuários intensivos podem gerar despesas muito superiores ao valor pago pela assinatura. Essa diferença se soma aos investimentos bilionários necessários para ampliar e modernizar a infraestrutura das empresas.
Embora os números alimentem o debate sobre uma possível bolha, eles, isoladamente, não demonstram a inviabilidade do setor. A questão é saber se as receitas e os ganhos de eficiência acompanharão a expansão do uso da tecnologia.