Foto reprodução
A família de um paciente de 35 anos denuncia falhas no transporte oferecido pela Prefeitura de Caculé, no sudoeste baiano, após ele ser deixado sem retorno para casa em duas ocasiões, depois de realizar sessões de hemodiálise em Guanambi.
Márcio Brito Costa, que enfrenta problemas renais, hipertensão e convulsões, depende do serviço de Tratamento Fora do Domicílio (TFD) para se deslocar três vezes por semana até o município vizinho, onde realiza o tratamento. Segundo relatos da família, nas duas situações — registradas nos dias 10 e 12 — o transporte responsável pelo trajeto até Guanambi e o retorno até a sede de Caculé funcionou normalmente.
No entanto, o segundo veículo, que deveria levá-lo até o povoado de Várzea Grande, não compareceu, deixando o paciente desassistido durante a madrugada. Em uma das ocasiões, ele conseguiu retornar para casa com a ajuda de familiares. Na outra, precisou passar a noite na residência de um conhecido.
Um vídeo gravado pelo irmão do paciente mostra Márcio sentado no chão, visivelmente debilitado, por volta de 1h da madrugada, enquanto aguardava o transporte que não chegou. A situação gerou indignação entre familiares.
A mãe do paciente, Tereza Brito Santos Costa, relatou desespero diante do ocorrido. Segundo ela, tentativas de contato com o responsável pelo serviço não tiveram retorno. “É um abandono total. Fiquei desesperada em ver ele naquela situação e não poder fazer nada”, afirmou.
A reportagem buscou posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde de Caculé, mas não obteve resposta até a última atualização desta matéria.
O caso levanta questionamentos sobre a eficiência do transporte de pacientes no município, especialmente para aqueles que dependem de tratamento contínuo fora da cidade, como é o caso da hemodiálise, considerada essencial para a manutenção da vida.