Foto reprodução / Informe Baiano
A Justiça Eleitoral determinou a suspensão da divulgação de uma pesquisa do Instituto Veritá sobre a disputa pelo Governo da Bahia, que estava prevista para ser publicada nesta quarta-feira (09/09). A decisão liminar foi concedida após uma representação apresentada pela coligação Mais Bahia, Mais Brasil, do governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT), contra o instituto.
A medida foi determinada pelo desembargador eleitoral plantonista Mhércio Cerqueira Monteiro e impede o Veritá de divulgar, publicar, veicular ou reproduzir os resultados da pesquisa registrada sob o número BA-03016/2026. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 50 mil.
De acordo com a decisão, o levantamento foi registrado no sistema PesqEle com previsão de divulgação para 9 de setembro. A pesquisa declarou custo de R$ 155.540, bancado com recursos próprios do instituto, e previa a realização de 2.020 entrevistas em todo o estado.
Divergência no questionário
A principal contestação apresentada pela coligação de Jerônimo envolve uma suposta divergência entre as informações cadastradas na Justiça Eleitoral e o questionário aplicado aos entrevistados.
Segundo os autos, o registro informava que a pesquisa abordaria apenas as disputas para governador e senador. O questionário, porém, também teria apresentado perguntas estimuladas e cenários de segundo turno para a Presidência da República.
Na análise preliminar, o magistrado apontou uma “divergência substancial” entre o que foi registrado no PesqEle e o conteúdo levado a campo. Para o desembargador, a diferença poderia comprometer a possibilidade de a Justiça Eleitoral e demais interessados conhecerem previamente a exata dimensão do objeto pesquisado.
A coligação governista também alegou que o levantamento seria uma reiteração de uma pesquisa anterior do Veritá, registrada sob o número BA-02917/2026, cuja divulgação também havia sido suspensa liminarmente em outro processo.
Divulgação fica proibida
Ao analisar o pedido, o desembargador considerou a urgência da situação, já que a divulgação estava prevista para esta quarta-feira. Segundo a decisão, a publicação de uma pesquisa com possíveis irregularidades poderia interferir na percepção do eleitorado e na normalidade da disputa.
Com a liminar, o Instituto Veritá fica proibido de divulgar os percentuais do levantamento em sites, jornais, rádio, televisão, internet ou redes sociais.
A decisão, no entanto, não é definitiva e não significa que a pesquisa tenha sido considerada irregular de forma conclusiva. A suspensão permanece até a análise do processo pelo relator responsável, que poderá manter ou derrubar a proibição de divulgação.