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Bahia: Operação Vita Praesidium desarticula grupo envolvido em sequestro e extorsão com atuação dentro de presídios

Foto: Divulgação

A Polícia Civil da Bahia avançou no combate às organizações criminosas com a deflagração da Operação Vita Praesidium, realizada na manhã desta quarta-feira (1º), com foco no enfrentamento a crimes de extorsão mediante sequestro e associação criminosa.

A ação foi coordenada pela Delegacia Territorial de Piripá, com apoio técnico da Delegacia Especializada Antissequestro, e resultou no cumprimento de sete mandados de prisão preventiva. Do total de ordens judiciais, cinco foram executadas dentro do sistema prisional, sendo quatro no Conjunto Penal de Jequié e uma na Penitenciária Estadual de Guaíra, evidenciando a atuação dos investigados mesmo após a custódia.

Outros dois suspeitos, que estavam em liberdade, foram localizados e presos nas cidades de Jaguaquara e Luís Eduardo Magalhães. Neste último município, também foi cumprido mandado de busca e apreensão, resultando na apreensão de um aparelho celular.

As investigações tiveram início após o sequestro de duas pessoas, ocorrido em setembro de 2024, na BA-263, entre os municípios de Piripá e Condeúba. Segundo as apurações, as vítimas foram interceptadas por homens armados, retiradas do veículo e mantidas em cativeiro por mais de 24 horas, sob ameaças e intensa pressão psicológica. Durante o período, familiares foram coagidos a realizar transferências financeiras para garantir a libertação.

De acordo com o delegado responsável, Paulo Henrique de Oliveira, a investigação revelou que parte da articulação criminosa era comandada de dentro do sistema prisional, com o uso ilegal de celulares, enquanto comparsas em liberdade executavam a logística do sequestro e a movimentação dos valores obtidos.

Um dos investigados, preso no Paraná, é apontado como responsável por conduzir o veículo utilizado na ação criminosa e já havia sido detido anteriormente, em fevereiro de 2025, por tráfico de drogas, ao transportar cerca de 260 quilos de maconha. Já o suspeito capturado em Jaguaquara é investigado por intermediar o recebimento de valores pagos pelas vítimas por meio de transferências via PIX.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre a atuação da organização criminosa.

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