Foto: Dida Sampaio / Estadão
Uma denúncia envolvendo nomes da política baiana ganhou repercussão após declarações da ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres. Em depoimento no âmbito da Operação Duas Rosas, ela apontou o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) como suposto beneficiário de um esquema de propina ligado à fuga de detentos.
Segundo a delatora, 16 traficantes ligados ao chamado Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), grupo associado ao Comando Vermelho, teriam escapado da unidade prisional com facilitação interna. O valor negociado para a fuga seria de R$ 2 milhões.
Ainda conforme o depoimento, o ex-deputado Uldurico Júnior (PSDB), que foi preso recentemente e apontado como responsável pela indicação de Joneuma ao cargo, teria informado que o montante seria dividido: metade ficaria com ele e a outra parte seria destinada a Geddel, citado como “o chefe”.
Em resposta, Geddel Vieira Lima negou qualquer envolvimento nas acusações. O ex-ministro afirmou não conhecer a delatora e classificou as declarações como uma “brutal sacanagem”.
A defesa de Uldurico Júnior também se manifestou, alegando que as acusações são infundadas e fruto de perseguição política.
As investigações seguem sob responsabilidade do Ministério Público da Bahia, que firmou acordo de colaboração com Joneuma. Ela foi presa em janeiro de 2025, após ser afastada da direção do presídio.
O caso segue em apuração e pode trazer novos desdobramentos nos próximos dias.