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A Polícia Federal do Brasil revelou novos desdobramentos do escândalo conhecido como “Farra do INSS”, indicando o pagamento de propinas milionárias à deputada federal Maria Gorete Pereira. As informações constam em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal no âmbito da Operação Sem Desconto.
De acordo com as investigações, a parlamentar teria recebido valores elevados para viabilizar acordos fraudulentos com o Instituto Nacional do Seguro Social, envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
Segundo decisão do ministro André Mendonça, há indícios de que a deputada recebeu ao menos R$ 1,5 milhão em um dos repasses investigados. Além disso, planilhas apreendidas pela PF apontam outros pagamentos, incluindo valores como R$ 780 mil vinculados ao esquema.
Mensagens interceptadas também reforçam a suspeita de movimentações financeiras irregulares e possível participação ativa da parlamentar na estrutura do esquema.
Como medida cautelar, o STF determinou o uso de tornozeleira eletrônica pela deputada durante as investigações.
O caso faz parte de um esquema mais amplo que apura a atuação de associações e empresas suspeitas de realizar descontos não autorizados diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas em todo o país. A Polícia Federal aponta que milhões de brasileiros podem ter sido afetados.
As investigações seguem em andamento e não está descartada a participação de outros agentes públicos e operadores financeiros. Até o momento, a defesa da deputada não se manifestou oficialmente sobre as acusações.