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O jornal Correio, integrante da Rede Bahia e ligado à família Magalhães, tornou-se alvo de críticas nas redes sociais após publicar uma matéria afirmando que o Comando Vermelho estaria controlando o preço do queijo coalho vendido por ambulantes no Porto da Barra, em Salvador.
Publicada nesta segunda-feira (24), a reportagem afirma que a organização criminosa teria estabelecido uma tabela de preços e proibido os vendedores de oferecer descontos. A informação foi baseada no relato de uma frequentadora da praia, segundo a qual uma ambulante teria vendido três unidades por R$ 20 e pedido que a negociação fosse mantida em segredo.
O próprio texto utiliza expressões como “teria” e “segundo relato”, indicando que a informação não foi confirmada oficialmente. A publicação também não apresentou posicionamento da Polícia Civil, da Secretaria da Segurança Pública da Bahia ou de representantes dos vendedores ambulantes que comprovasse a suposta interferência da facção. A matéria pode ser consultada no site do Correio.
Após a repercussão, internautas questionaram a apuração e acusaram o veículo de publicar uma denúncia grave sem apresentar provas ou confirmação independente. Comentários irônicos e críticas ao possível caráter político da abordagem também ganharam espaço nas redes sociais.
O Correio faz parte da Rede Bahia, grupo de comunicação fundado pela família Magalhães. Em 2012, o próprio veículo informou que o conglomerado passou a ter como acionistas as famílias de Antônio Carlos Magalhães Júnior e Luís Eduardo Magalhães Filho, além do Grupo EPTV.
A controvérsia reacende o debate sobre a responsabilidade dos veículos de comunicação ao divulgar denúncias envolvendo organizações criminosas. Para os críticos, informações dessa gravidade precisam ser acompanhadas de apuração rigorosa, documentos, depoimentos de diferentes fontes e manifestação das autoridades competentes.
Até o momento, não foi apresentada confirmação oficial de que alguma facção criminosa esteja determinando o preço do queijo coalho comercializado no Porto da Barra. O espaço permanece aberto para manifestação do jornal Correio e dos órgãos de segurança pública.