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Detido em Nova York desde janeiro, o venezuelano nega envolvimento nos crimes e poderá ser julgado em junho de 2027 caso o pedido seja rejeitado
A defesa de Nicolás Maduro solicitou à Justiça dos Estados Unidos o arquivamento do processo criminal que acusa o venezuelano de envolvimento com tráfico internacional de drogas. Os advogados sustentam que ele possui imunidade por se considerar chefe de Estado de uma nação soberana.
No pedido encaminhado ao tribunal federal de Manhattan, o advogado Barry Pollack argumentou que a Justiça norte-americana não teria competência para julgar Maduro nem sua esposa, Cilia Flores, que também permanece detida nos Estados Unidos.
O governo norte-americano, entretanto, deixou de reconhecer Maduro como presidente legítimo da Venezuela em 2019. Essa posição deverá ser um dos principais obstáculos enfrentados pela defesa durante a análise do pedido.
Maduro responde a quatro acusações criminais, entre elas conspiração para narcoterrorismo e importação de cocaína. Ele se declarou inocente e nega qualquer participação nos crimes apontados pelos procuradores americanos.
O venezuelano e Cilia Flores foram capturados durante uma operação militar realizada pelos Estados Unidos em Caracas, em janeiro de 2026. Desde então, os dois estão presos no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York.
Segundo a acusação, Maduro e outros envolvidos teriam utilizado estruturas do governo venezuelano para facilitar o envio de grandes quantidades de cocaína aos Estados Unidos. Essas alegações ainda serão analisadas judicialmente, e não existe condenação até o momento.
Caso o pedido de arquivamento seja negado, o julgamento está previsto para começar em 1º de junho de 2027. Antes disso, uma audiência para discutir os argumentos da defesa foi marcada para 17 de novembro. A promotoria ainda deverá apresentar sua manifestação sobre o pedido. As informações foram confirmadas pela Reuters e pela Associated Press.