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A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, divulgou nesta quarta-feira (1º) um balanço considerado histórico dos 39 meses de gestão ambiental no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dados mostram uma queda significativa no desmatamento e avanços importantes na proteção ambiental no país.
Segundo o levantamento, entre 2022 e 2025, o desmatamento na Amazônia caiu 50%, enquanto no Cerrado a redução foi de 32,3%. A diminuição evitou a emissão de aproximadamente 733,9 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, volume superior ao que o Brasil emite em um ano inteiro.
Novas reduções em 2026
Os dados mais recentes também indicam continuidade da queda. Entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, houve nova redução de:
- 33% no desmatamento da Amazônia
- 7% no desmatamento do Cerrado
Os números reforçam a tendência de queda e fortalecem a meta do Brasil de alcançar o desmatamento zero até 2030.
Fiscalização ambiental ampliada
O balanço também aponta aumento significativo das ações de fiscalização ambiental. As operações do Ibama na Amazônia cresceram 80% em comparação com 2022. Já as ações do ICMBio aumentaram 24%.
Além disso:
- Áreas embargadas pelo Ibama cresceram 51%
- Áreas embargadas pelo ICMBio aumentaram 44%
- 3,4 milhões de hectares entraram em processo de recuperação da vegetação nativa
Queda nas queimadas
Outro dado considerado positivo foi a redução de 61% nos focos de queimadas em 2025, em comparação com 2024. O resultado é apontado como um dos melhores dos últimos anos e reforça o impacto das ações de fiscalização e prevenção.
Meta de desmatamento zero até 2030
O governo brasileiro mantém o compromisso de alcançar o desmatamento zero até 2030, meta que tem sido defendida pela ministra Marina Silva e considerada estratégica para o combate às mudanças climáticas.
Especialistas apontam que a redução do desmatamento também fortalece a imagem do Brasil internacionalmente, além de contribuir para a preservação da biodiversidade e para o equilíbrio climático global.
O balanço foi divulgado em um momento estratégico, próximo ao período eleitoral, e reforça o debate sobre políticas ambientais no país.
A preservação da Amazônia e dos demais biomas segue sendo considerada uma das principais agendas ambientais do Brasil para os próximos anos.
Fonte: AC24Horas / Agência Brasil / Imirante