Foto: Divulgação/Polícia Civil
Polícia Civil da Bahia prendeu dois homens suspeitos de participação no assassinato da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, morta a tiros no dia 25 de julho de 2026, no município de Itororó, no sudoeste baiano.
As prisões foram realizadas na segunda-feira (3), durante a Operação Vendetta, que cumpriu dois mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão relacionados às investigações do crime.
De acordo com a Polícia Civil, a advogada foi morta após homens armados invadirem sua residência durante a madrugada e efetuarem diversos disparos de arma de fogo.
O primeiro suspeito, de 27 anos, foi preso na saída do Conjunto Penal de Lauro de Freitas, onde trabalhava como monitor de ressocialização terceirizado. Com ele, os policiais apreenderam uma pistola calibre .38 TCP, dois carregadores e 23 munições.
Durante buscas em imóveis ligados ao investigado, no município de Dias d’Ávila, foram encontrados duas pistolas de airsoft, um fuzil de airsoft, um colete tático, 67 estojos de munições de diferentes calibres, dois rádios comunicadores e um documento pertencente a outro investigado, de 39 anos. Todo o material foi encaminhado para perícia.
O segundo mandado de prisão foi cumprido contra um policial militar da ativa, de 29 anos, apontado pelas investigações como um dos participantes da execução da advogada.
Crime teria sido planejado
Segundo a investigação, os dois presos, juntamente com um terceiro investigado, de 39 anos, e um quarto suspeito ainda não identificado, saíram de Dias d’Ávila na noite de 24 de julho com destino a Itororó. Na madrugada do dia seguinte, o grupo teria ido até a residência da vítima, onde o homicídio foi praticado.

Foto: Divulgação/Polícia Civil
A Polícia Civil também apurou que os suspeitos estiveram em Itororó nos dias 20 e 21 de julho, monitorando a rotina da advogada antes da execução do crime.
A principal linha de investigação aponta que o homicídio pode ter sido motivado por uma dívida atribuída a um sobrinho da vítima com um homem de 20 anos, morador de Camaçari, apontado como o possível mandante do assassinato. A motivação e o grau de participação de cada investigado continuam sendo apurados.
Durante as investigações, os policiais localizaram e apreenderam os dois veículos utilizados na ação criminosa. Segundo a polícia, os automóveis eram alugados e um deles circulava com placa adulterada.
Os dois presos permanecem custodiados à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar e prender os demais envolvidos, além de esclarecer completamente as circunstâncias do crime.