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Bahia registra média de oito mortes diárias no trânsito em 2025, revela levantamento da SEI

Foto: Mateus Pereira/GOVBA
A Bahia contabilizou mais de 3 mil mortes em acidentes de transporte terrestre (ATT) ao longo de 2025, conforme dados divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). As informações foram apresentadas durante a campanha Maio Amarelo, que promove ações de conscientização sobre segurança no trânsito.

Embora o número represente uma redução de 7,1% em comparação com 2024, os índices ainda preocupam. Segundo o levantamento, o estado registrou média de oito mortes por dia em acidentes de trânsito durante o ano, sendo que 54,9% dos óbitos aconteceram em vias públicas.

O estudo aponta que, entre 2000 e 2025, houve mudanças importantes nos índices de acidentes, influenciadas principalmente por medidas de fiscalização e leis voltadas ao combate da combinação entre álcool e direção, além do excesso de velocidade. Mesmo assim, os registros voltaram a crescer nos últimos anos, e 2025 apresentou uma das maiores taxas da série histórica, com 20,5 mortes para cada 100 mil habitantes.

Os homens aparecem como as principais vítimas dos acidentes. De cada dez mortes registradas no trânsito baiano, oito envolveram pessoas do sexo masculino. Jovens entre 20 e 29 anos também lideram os índices, representando aproximadamente 25% das vítimas fatais.

Os motociclistas foram o grupo mais afetado, concentrando 45,9% das mortes. Em seguida aparecem os ocupantes de veículos, com 31,6% dos casos, e os pedestres, com 12,3%. Ciclistas, passageiros de ônibus e ocupantes de triciclos somaram 10,2% das ocorrências.

Outro ponto destacado pela pesquisa é a diferença entre o interior e a capital. A taxa de mortes por acidentes no interior da Bahia foi duas vezes maior do que a registrada na Região Metropolitana de Salvador e quase quatro vezes superior à observada em Salvador.

Além das perdas humanas, os acidentes também geraram impactos econômicos significativos para famílias e para o Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, o estado registrou 18,9 mil internações relacionadas a acidentes de transporte terrestre, aumento de 9,4% em relação ao ano anterior.

O tempo médio de internação foi de 4,7 dias, com custo médio de R$ 1.114,40 por paciente para os cofres públicos. Mesmo com atendimento hospitalar, parte das vítimas não resistiu. A taxa de mortalidade entre internados por acidentes de trânsito foi de 1,1 óbito a cada mil internações no estado.

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