Foto reprodução / Folha do Estado
Um episódio envolvendo a influenciadora Deolane Bezerra e suas irmãs voltou a repercutir nas redes sociais após a delegada Maria Corsato, responsável por uma das investigações envolvendo a advogada e empresária, detalhar o caso durante entrevista ao podcast Tubacast. Segundo a policial, o episódio culminou no encerramento da relação comercial entre a família e uma instituição bancária.
De acordo com Maria Corsato, a situação teve início quando Dayanne Bezerra, irmã de Deolane, teria solicitado o saque de R$ 1 milhão em dinheiro vivo em uma agência bancária localizada na zona norte de São Paulo. Conforme o relato da delegada, o banco informou que o procedimento exigia protocolos internos e um prazo para a disponibilização da quantia.
Ainda segundo Corsato, Dayanne teria insistido em retirar o valor em espécie imediatamente. Diante da solicitação considerada atípica, a instituição adotou medidas previstas em seus procedimentos de segurança, acionando a equipe de vigilância e comunicando o caso ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão responsável por receber comunicações de operações suspeitas no sistema financeiro brasileiro. Na ocasião, o saque não teria sido realizado.
A delegada afirmou ainda que, posteriormente, Dayanne e Deolane ingressaram com uma ação judicial contra o banco, alegando que houve constrangimento, tratamento inadequado e humilhação durante o atendimento. Conforme o relato, a instituição decidiu encerrar unilateralmente o relacionamento comercial com as três irmãs e também com empresas ligadas à família, concedendo prazo para que transferissem suas contas para outra instituição financeira.
Durante a entrevista, Maria Corsato afirmou que a decisão do banco indicaria que a instituição já possuía elementos suficientes para não manter vínculo comercial com as clientes. A delegada, no entanto, não apresentou detalhes sobre os fundamentos da decisão da instituição nem informou o desfecho da ação judicial movida pelas irmãs.
Procedimentos são previstos pela legislação
Especialistas em direito bancário explicam que operações de alto valor em espécie pode ser submetidas a protocolos específicos pelas instituições financeiras. A legislação brasileira de prevenção à lavagem de dinheiro determina que bancos adotem mecanismos de controle e comuniquem ao Coaf movimentações consideradas atípicas ou incompatíveis com o perfil do cliente, sem que isso represente, por si só, a existência de irregularidades.
Além disso, instituições financeiras possuem autonomia para encerrar relações comerciais com clientes, desde que respeitem as normas estabelecidas pelo Banco Central e garantam prazo para a migração dos recursos, conforme previsto na regulamentação do sistema financeiro.
Caso segue repercutindo
As declarações de Maria Corsato repercutiram nas redes sociais e reacenderam discussões sobre as investigações envolvendo Deolane Bezerra. A influenciadora, que ganhou notoriedade nacional após atuar como advogada e participar de programas de televisão, já foi alvo de operações policiais relacionadas a supostos crimes financeiros. Ela nega as acusações e afirma que sua defesa busca comprovar a legalidade de seu patrimônio e de suas atividades empresariais.
Até o momento, não há informações públicas sobre a conclusão do processo mencionado pela delegada nem sobre eventual manifestação da instituição financeira em relação às declarações feitas na entrevista.