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A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no trimestre encerrado em junho de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa uma queda de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando a taxa era de 6,1%, e também ficou abaixo dos 5,8% registrados no mesmo período de 2025.
Com a redução, o número de pessoas desocupadas no país caiu para 5,9 milhões, uma diminuição de 718 mil trabalhadores em comparação com o trimestre de janeiro a março deste ano. Em relação ao mesmo período do ano passado, são 392 mil pessoas a menos em busca de emprego.
Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho ganhou força. A população ocupada chegou a 103,1 milhões de pessoas, crescimento de 1,1% frente ao trimestre anterior, o equivalente à criação de 1,08 milhão de postos de trabalho. Na comparação anual, o aumento foi de 742 mil pessoas ocupadas.
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 3.738, permanecendo estável em relação ao trimestre anterior e registrando alta de 2,8% na comparação com o mesmo período de 2025.
Já a massa de rendimento real habitual, que representa o total de salários pagos aos trabalhadores, alcançou R$ 380,3 bilhões. O valor permaneceu estável em relação ao trimestre anterior, mas cresceu 3,6% na comparação anual, um acréscimo de R$ 13,2 bilhões.
Outro indicador positivo foi o nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas empregadas em relação à população em idade de trabalhar. O índice subiu para 58,8%, contra 58,2% no trimestre anterior.
Os dados reforçam o avanço do mercado de trabalho brasileiro, com redução do desemprego, aumento do número de pessoas ocupadas e crescimento da renda dos trabalhadores ao longo dos últimos 12 meses.