Foto reprodução de vídeo da CNN Brasil
Oito placas de vidro foram danificadas nas estações Brigadeiro, Trianon-Masp e Consolação. Metrô registrou boletim de ocorrência e informou que imagens de segurança serão disponibilizadas às autoridades.
Funcionários da Prefeitura de São Paulo e do Metrô realizaram, nesta segunda-feira (12), serviços de limpeza e reparação em acessos a estações da Avenida Paulista, após registros de depredação e pichações durante a manifestação em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada no domingo (11).
Segundo informações divulgadas pelo Metrô, as ocorrências atingiram as estações Brigadeiro, Trianon-Masp e Consolação, da Linha 2-Verde. Ao todo, oito placas de vidro foram danificadas. Também foram identificadas pichações e adesivos em paredes, corrimãos de escadas fixas e rolantes, além do interior de um trem.
As equipes de manutenção iniciaram os trabalhos ainda durante a madrugada de segunda-feira e continuaram ao longo do dia, com a retirada de adesivos, remoção das pichações e limpeza das áreas atingidas.
Metrô providencia substituição de vidros
A companhia informou que já providenciou a compra de novos vidros para substituir as estruturas danificadas. Segundo o Metrô, apesar das rachaduras, as placas não oferecem risco aos passageiros neste momento, pois possuem películas de proteção que impedem o desprendimento de fragmentos.
O órgão também registrou boletim de ocorrência e afirmou que disponibilizará as imagens do sistema de monitoramento às autoridades, com o objetivo de auxiliar na identificação dos responsáveis e na apuração dos fatos.
Paralelamente, a Secretaria Municipal das Subprefeituras informou que equipes atuaram na Avenida Paulista com serviços de coleta de resíduos, limpeza de vias e calçadas e remoção de pichações em fachadas e muros.
Caso gera repercussão política
Os danos ao patrimônio público também repercutiram entre representantes políticos nas redes sociais. Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticaram as pichações e a depredação, questionando os custos e a necessidade de mobilizar trabalhadores para recuperar os espaços atingidos.
A campanha de Lula, por sua vez, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a remoção de publicações feitas por Flávio Bolsonaro, deputados e outros nomes nas redes sociais sobre o ato. A representação questiona conteúdos que, segundo a campanha petista, associariam os participantes da manifestação a drogas, depredação e terrorismo por meio de informações potencialmente enganosas.
Um dos conteúdos contestados exibia a imagem de uma mulher que supostamente estaria usando cocaína durante o ato. A campanha de Lula argumentou que o vídeo havia sido publicado originalmente no Chile, em 10 de outubro.
De acordo com a Polícia Militar, as ocorrências de depredação e pichações foram registradas durante a dispersão dos manifestantes, no domingo. Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram inscrições nas estruturas da estação, incluindo as frases “Viva a Revolução” e “Bolsonaro nunca mais”. Não havia confirmação sobre quem realizou as pichações ou o momento exato em que foram feitas.
O caso segue sob apuração das autoridades.