Foto: Ascom/PCBA
A Polícia Civil da Bahia concluiu a investigação da Operação Deepfake e identificou um homem suspeito de integrar um esquema criminoso que utilizava a identidade de um médico de Teixeira de Freitas, no extremo sul do estado, para aplicar golpes em empresas.
Segundo a polícia, o investigado foi identificado como Flavio dos Santos Fraga, de 42 anos, morador de Salvador. Ele foi indiciado pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, uso de documento falso e associação criminosa.
As investigações tiveram início após diversas empresas denunciarem compras de medicamentos, equipamentos e materiais hospitalares realizadas em nome do médico, sem qualquer autorização do profissional.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo criminoso utilizava documentos falsificados, receitas médicas adulteradas, comprovantes de residência falsos, linhas telefônicas cadastradas em nome de terceiros e contas de e-mail criadas exclusivamente para aplicar as fraudes. Além disso, imagens produzidas com inteligência artificial (IA) eram usadas para tornar os golpes mais convincentes.
Durante a Operação Deepfake, a Justiça autorizou mandados de prisão e de busca e apreensão. No entanto, Flavio não foi localizado e passou a ser considerado foragido. Posteriormente, a prisão temporária foi convertida em prisão preventiva.
As investigações também apontam que o suspeito não agia sozinho e contava com o apoio de outras pessoas para produzir documentos falsos e operacionalizar o esquema criminoso.
O inquérito policial já foi encaminhado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA). Enquanto isso, a Polícia Civil segue realizando diligências para localizar o investigado. Informações que possam ajudar na prisão podem ser repassadas, de forma anônima, por meio dos canais oficiais de denúncia da corporação.