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Um menino de apenas 3 anos morreu na madrugada desta quinta-feira (9), após permanecer internado em estado gravíssimo em Porto Alegre (RS). A criança havia sido brutalmente agredida pelo próprio pai no município de Viamão, na Região Metropolitana da capital gaúcha.
O principal suspeito é um missionário norte-americano, de 33 anos, que foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. Durante depoimento à Polícia Civil, ele confessou as agressões e afirmou que atacou o filho porque a criança não lhe deu “bom dia”.
De acordo com as investigações, o homem levou o menino ferido a um hospital de Viamão no último domingo (5). Ao examinarem a vítima, os profissionais de saúde constataram diversas lesões pelo corpo e acionaram imediatamente a Polícia Militar.
Segundo a delegada responsável pelo caso, o suspeito relatou ter desferido socos no tórax e no abdômen da criança, além de bater a cabeça do menino contra o chão. Devido à gravidade dos ferimentos, a vítima foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, onde não resistiu.
As investigações também apontam que outros filhos do casal podem ter sido vítimas de violência. Conforme a Polícia Civil, há registros em pelo menos dois estados brasileiros indicando que três irmãos da criança, de 5, 7 e 9 anos, teriam sofrido agressões semelhantes. A situação de um bebê de 1 ano segue sendo apurada.
Por determinação do Conselho Tutelar, os cinco filhos do casal foram encaminhados para acolhimento institucional, enquanto as autoridades avaliam as condições de segurança e proteção das crianças.
Além do homicídio, a Polícia Civil investiga possíveis casos de violência doméstica praticados pelo suspeito contra a esposa. Uma medida protetiva foi solicitada em favor da mulher.
Segundo as autoridades, a família reside no Brasil há cerca de nove anos e havia se mudado para Viamão aproximadamente seis meses antes do crime. As identidades da vítima e do investigado permanecem preservadas pelas autoridades em respeito às normas de proteção à criança e ao andamento das investigações.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.