Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil / Divulgação
O ator Paulo Betti defendeu publicamente a regulamentação dos serviços de streaming no Brasil. A declaração foi dada no sábado (1), durante a cerimônia de encerramento do festival de cinema Bonito CineSur, realizado em Bonito (MS).
Para o artista, é urgente garantir a proteção dos direitos autorais e criar mecanismos para que as grandes plataformas paguem impostos e ofereçam retribuições financeiras diretamente à indústria audiovisual do país. “O streaming não pode entrar aqui e não pagar nada, não ter nenhum imposto, não ter nenhuma retribuição para a nossa indústria”, afirmou Betti, destacando que quem ama a cultura brasileira precisa cuidar da preservação de seu patrimônio artístico e das leis de incentivo.
A cobrança do setor audiovisual ganha força enquanto o Congresso Nacional debate propostas para regulamentar a atividade dos serviços sob demanda no país. O projeto em discussão prevê uma aplicação da Taxa de Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional) sobre os catálogos dos serviços de vídeo sob demanda, o estabelecimento de uma cota mínima de produções brasileiras nos catálogos oferecidos ao público e o estímulo para a contratação e veiculação de conteúdos realizados por produtoras nacionais independentes.
Além de debates políticos e setoriais, o festival encerrou suas atividades com a divulgação dos premiados da edição. O troféu de melhor longa-metragem sul-americano foi concedido à produção paraguaia “¿Quién Mató a Narciso?”, longa que investiga o assassinato não solucionado de Bernardo Aranda, um locutor de rádio homossexual queimado vivo enquanto dormia, em 1959. A obra é inspirada no livro “Narciso” e retoma um caso histórico associado a perseguições promovidas pelo regime militar da época no Paraguai.