Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O Senado Federal deu mais um passo nas discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe a redução da jornada de trabalho e o fim da tradicional escala 6×1. Na manhã desta quarta-feira (1º), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reuniu-se com senadores e representantes de centrais sindicais para tratar do avanço da proposta.
O encontro aconteceu antes da sessão de debates realizada no Plenário e foi considerado produtivo pelas lideranças sindicais, que demonstraram otimismo em relação ao andamento da matéria.
De acordo com o senador Paulo Paim, o presidente da Casa demonstrou apoio à PEC e sinalizou a possibilidade de retirar o período de transição previsto no texto aprovado pela Câmara dos Deputados. Atualmente, a proposta estabelece que as novas regras passem a valer 60 dias após a promulgação da emenda.
Após a reunião, Paim e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmaram que o conteúdo da PEC vem sendo amplamente debatido desde que chegou ao Senado, no mês de maio, e destacaram que o foco agora está na definição do calendário e dos próximos passos para sua tramitação.
Segundo Teresa Leitão, o tema já foi discutido em sessões da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), além de encontros promovidos pela presidência do Senado com representantes do setor empresarial e das centrais sindicais. A senadora ressaltou que o objetivo é ampliar o diálogo para construir um consenso em torno da proposta.
Ela também enfatizou que o cronograma de votação seguirá os ritos legislativos do Congresso Nacional, afastando qualquer relação com o calendário eleitoral.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores, Sérgio Nobre, avaliou positivamente a reunião e afirmou acreditar que a PEC poderá avançar rapidamente no Senado. Segundo ele, a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 refletem um desejo manifestado por grande parte da população brasileira.
Para as centrais sindicais, a aprovação da proposta representaria uma conquista histórica para os trabalhadores, reforçando a expectativa de que o Senado dê continuidade à análise da matéria nos próximos meses.