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Pesquisa mostra que 57% dos entrevistados afirmam estar mais decididos do que na eleição de 2022; preocupação com o resultado também aumentou
A seis meses da eleição presidencial, uma parcela significativa do eleitorado brasileiro afirma estar mais decidida sobre em quem votar. Segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (5), 57% dos entrevistados disseram ter uma escolha mais definida do que no pleito de 2022.
O levantamento também mostra que 39% dos eleitores estão totalmente decididos sobre o voto. Outros 11% se consideram mais ou menos decididos, enquanto apenas 1% admite não ter certeza. Mais 1% não soube responder.
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 1º e 2 de setembro, em 62 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03669/2026.
Eleitores de Flávio Bolsonaro e Lula aparecem mais decididos
Entre os eleitores que declararam preferência pelos candidatos mais bem posicionados na disputa presidencial, os apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentam o maior nível de convicção. De acordo com o levantamento, 66% afirmaram estar mais decididos do que em 2022.
Na sequência aparecem os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 61%. Entre os apoiadores de Romeu Zema (Novo-MG), o percentual é de 22%. Já entre os eleitores de Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Ratinho Júnior (PSD-PR), o índice chega a 17%.
Os números indicam que a polarização observada nas últimas eleições continua influenciando o comportamento dos eleitores.
Eleitorado independente permanece dividido
Entre os entrevistados que não se identificam diretamente com o petismo nem com o bolsonarismo, o cenário aparece mais equilibrado.
Quarenta e um por cento afirmaram estar mais decididos do que em 2022. Outros 41% disseram manter o mesmo nível de decisão registrado na eleição anterior. Já 18% declararam estar menos convictos.
O resultado indica que o chamado eleitorado independente ainda poderá desempenhar um papel decisivo na disputa presidencial.
Preocupação com a eleição aumentou
A pesquisa também avaliou como os brasileiros se sentem diante do resultado da eleição presidencial. Para 46% dos entrevistados, a preocupação está maior do que em 2022.
Outros 28% disseram estar mais tranquilos, enquanto 24% mantêm o mesmo nível de preocupação observado no último pleito. Mais 2% não souberam responder.
O levantamento comparou ainda uma eventual disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nesse cenário, o atual presidente aparece com 38% das intenções de voto, contra 33% do senador.
Augusto Cury aparece com 8%, Ronaldo Caiado com 4%, Renan Santos com 3% e Romeu Zema com 2%.
Em uma simulação de segundo turno, Lula registra 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 44%. O resultado configura empate técnico dentro da margem de erro.
Eleitores dizem estar mais informados
O Datafolha também perguntou aos entrevistados sobre o nível de informação a respeito das propostas apresentadas pelos pré-candidatos.
Para 41%, o conhecimento sobre as propostas está maior do que em 2022. Outros 36% afirmaram possuir o mesmo nível de informação, enquanto 21% disseram estar menos informados. O restante não soube responder.
O acompanhamento das notícias eleitorais também aumentou. Quarenta e dois por cento afirmaram acompanhar mais informações sobre a disputa presidencial. Outros 28% mantêm o mesmo nível de atenção e 28% acompanham menos.
Redes sociais ganham força na campanha presidencial
As redes sociais aparecem como uma das principais fontes de informação sobre a eleição. Segundo a pesquisa, 57% dos entrevistados disseram ter visto conteúdos relacionados à corrida presidencial nas plataformas digitais, enquanto 43% afirmaram não ter acompanhado esse tipo de publicação.
Entre os conteúdos mais visualizados estão as publicações de veículos jornalísticos, citadas por 75% dos entrevistados. Em seguida aparecem conteúdos produzidos por jornalistas, com 71%, e materiais divulgados pelos próprios candidatos, com 69%.
Conteúdos de influenciadores digitais chegaram a 61%, enquanto grupos de WhatsApp e Telegram foram mencionados por 47%.
Apesar de ainda faltar cerca de meio ano para a votação, os dados mostram um eleitorado mais atento, preocupado e decidido. O cenário, porém, continua aberto e marcado pela forte polarização entre os principais nomes da disputa presidencial de 2026.