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A Justiça manteve a prisão temporária de 11 pessoas investigadas na Operação Vectura Corrupta, que apura suspeitas de participação do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de transporte público de São Paulo. Entre os presos está o ex-vereador Milton Leite (União Brasil), que nega envolvimento nas irregularidades.
Segundo dados do Tribunal de Justiça de São Paulo, os investigados passaram por audiências de custódia entre sexta-feira (18) e domingo (20). Outros cinco alvos dos 16 mandados de prisão não tinham audiências registradas, o que pode indicar que ainda não haviam sido localizados.
Paulo Korek se apresentou na noite de sábado (19), na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes de Mogi das Cruzes. Antes de se entregar, sua defesa solicitou garantias de preservação da integridade física, alegando que ele temia pela própria vida na prisão.
O Ministério Público de São Paulo suspeita que Korek tenha administrado interesses de integrantes da facção e exercido o controle de duas empresas de ônibus formalmente vinculadas a terceiros. A defesa contesta as acusações e afirma que os elementos citados se resumem a conversas de outras pessoas, sem participação direta do investigado.
Milton Leite, que presidiu a Câmara Municipal de São Paulo por seis vezes, apresentou-se na sexta-feira, aproximadamente 38 horas após o início da operação. Ele declarou ser inocente e afirmou que terá oportunidade de demonstrar isso.
Conforme o relato sobre os documentos da investigação, o pedido de prisão do ex-vereador se apoiou em referências ao seu nome feitas por terceiros, em um áudio e em depoimentos de policiais. As representações mencionadas não apresentariam registros de pagamentos ou vínculos societários dele com os demais investigados. Sua defesa também nega qualquer ligação com o caso.
A operação apura ainda possíveis atos de corrupção de servidores públicos e suspeitas de financiamento de campanhas eleitorais pelo crime organizado, tanto em 2024 quanto na disputa atual.
As diligências alcançaram São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão. As suspeitas seguem sob investigação, e a manutenção das prisões temporárias não representa condenação.