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O Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), deflagrou neste sábado (2) a Operação Perjúrio, que investiga um suposto esquema de fraudes processuais e lavagem de dinheiro envolvendo advogados. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em imóveis residenciais e comerciais nas cidades de Feira de Santana e Salvador.
Segundo o MP, quatro advogados são investigados por suspeita de utilizar documentos falsificados para instruir ações judiciais, principalmente em processos contra instituições financeiras. Entre as irregularidades identificadas estão o uso de comprovantes de residência falsos, além de indícios da prática dos crimes de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
As investigações apontam que o grupo teria movimentado aproximadamente R$ 723 milhões entre os anos de 2019 e 2025, em operações consideradas atípicas pelos órgãos de controle.
De acordo com o Ministério Público, o esquema envolveria uma estrutura organizada composta por escritórios de advocacia e empresas dos setores de consultoria empresarial, cobrança e recuperação de crédito e manutenção de equipamentos eletrônicos.
Os investigadores afirmam ainda que foram identificados centenas de processos com documentos repetidos ou adulterados, além da utilização coordenada de boletos bancários emitidos por terceiros como supostos comprovantes de residência. Também são apuradas possíveis irregularidades relacionadas ao uso de procurações e outros documentos apresentados nas ações judiciais.
O MP informou que há indícios da utilização de mecanismos para dificultar o rastreamento da origem e da destinação dos recursos financeiros, o que reforça a suspeita de lavagem de dinheiro.
Todo o material apreendido durante a operação passará por análise para aprofundar as investigações, identificar a extensão das condutas apuradas e individualizar as responsabilidades dos envolvidos.
Vale destacar que a investigação está em andamento e, até o momento, não há condenações. Os fatos seguem sob apuração pelas autoridades competentes.