Foto Divulgação
Iniciativa idealizada pelo artista Fabrício Dias reúne fotografia, arte e educação para dar visibilidade às histórias de trabalhadores rurais de Livramento de Nossa Senhora, Dom Basílio e Lagoa Real.
O projeto cultural Trabalha(dor): história, memória e resistência busca valorizar a trajetória, os conhecimentos e as experiências dos trabalhadores rurais do Sertão Produtivo, na Bahia. Por meio da fotografia, da educação artística e do resgate da memória social, a iniciativa propõe uma reflexão sobre as condições de trabalho no campo e a importância de reconhecer histórias que, ao longo do tempo, nem sempre receberam a devida visibilidade.
A pesquisa fotográfica que dá origem ao projeto foi desenvolvida na comunidade de Pedrinhas, em Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste baiano. A proposta procura destacar o cotidiano dos trabalhadores rurais e sua contribuição para a construção econômica, social e cultural da região.

Idealizado pelo artista visual e pesquisador Fabrício Dias, o projeto surgiu a partir de uma descoberta pessoal: a carteira de trabalho de seu avô, encontrada em um baú, com as páginas em branco.
A experiência despertou uma investigação sobre as relações de trabalho, a memória familiar e o reconhecimento dos trabalhadores. A partir dessa reflexão, o artista passou a desenvolver uma pesquisa que une imagem, matéria e memória, utilizando documentos previdenciários como suporte para a revelação de fotografias.
A proposta artística estabelece uma relação entre as imagens produzidas e as histórias dos trabalhadores rurais, trazendo à tona questões relacionadas à valorização profissional, à identidade e à invisibilidade histórica do trabalho no campo.
Como parte das ações de difusão cultural, o projeto prevê uma exposição fotográfica itinerante em mercados públicos de Livramento de Nossa Senhora, Dom Basílio e Lagoa Real, municípios que integram a região do Sertão Produtivo.
A escolha dos mercados públicos tem como objetivo aproximar a arte da população, levando as fotografias a espaços de convivência, circulação e trabalho. Dessa forma, a iniciativa pretende ampliar o acesso à produção artística e estimular o reconhecimento das histórias presentes no cotidiano das comunidades.
Além da exposição, o projeto prevê a realização de oficinas de revelação fotográfica por meio da técnica da cianotipia, voltadas a estudantes da rede pública de ensino.
A cianotipia é um processo fotográfico que utiliza compostos sensíveis à luz para produzir imagens, tradicionalmente em tons de azul. Durante as atividades, os participantes poderão vivenciar uma experiência prática de criação artística e conhecer outras possibilidades de produzir e compartilhar imagens e narrativas.
A ação também busca incentivar a criatividade, ampliar o contato dos estudantes com as artes visuais e aproximar a educação das experiências culturais presentes no território.
Ao unir fotografia, educação e memória social, o Trabalha(dor): história, memória e resistência pretende contribuir para o reconhecimento dos trabalhadores rurais e para a preservação de suas histórias e saberes.
A iniciativa também abre espaço para discussões sobre as condições de trabalho, a identidade cultural e a importância de valorizar as pessoas que participam diretamente da vida e do desenvolvimento das comunidades rurais.

Informações sobre o projeto
- Projeto: Trabalha(dor): história, memória e resistência
- Idealizador: Fabrício Dias, artista visual e pesquisador
- Linguagem artística: Fotografia e artes visuais
- Localidades: Livramento de Nossa Senhora, Dom Basílio e Lagoa Real (BA)
- Atividades previstas: Exposição fotográfica itinerante e oficinas de cianotipia
- Instagram: @fabriciodias.art
- E-mail para a imprensa: fabriciodias.producoes@gmail.com
- WhatsApp: (77) 99172-5136
O projeto reforça a importância de preservar a memória dos trabalhadores rurais e de reconhecer suas experiências como parte fundamental da história e da identidade do Sertão Produtivo.