Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE
O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu não lançar candidaturas próprias ao governo em 14 estados nas eleições de 2026, priorizando o apoio a aliados considerados competitivos nas disputas regionais. A estratégia busca ampliar a base política e fortalecer a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os estados onde o partido apoiará candidatos de outras legendas são: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.
Nos demais estados, o PT terá candidaturas próprias ao governo, enquanto Roraima ainda não definiu qual estratégia adotará para a disputa.
A decisão faz parte de uma articulação nacional para ampliar os palanques estaduais em favor da candidatura de Lula. No Rio de Janeiro, por exemplo, o partido apoiará o prefeito Eduardo Paes, líder nas pesquisas para o governo estadual, enquanto negocia espaço para a deputada Benedita da Silva na disputa pelo Senado. Já no Rio Grande do Sul, pela primeira vez desde a redemocratização, o PT optou por não apresentar candidato próprio ao governo estadual.
Especialistas avaliam que a estratégia reforça a construção de uma ampla coalizão nacional. Para o cientista político Eduardo Grin, uma campanha presidencial em um país de dimensões continentais depende do apoio de lideranças regionais fortes. Já a cientista política Luciana Santana considera que a decisão mantém uma prática adotada pelo PT em eleições anteriores, quando o partido abriu mão de candidaturas estaduais para preservar alianças estratégicas e fortalecer o projeto presidencial.