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O preço do gás de cozinha sofreu um novo aumento na Bahia a partir deste domingo (1º de novembro). A Refinaria de Mataripe, administrada pela Acelen, reajustou em 17,5% o valor do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) vendido às distribuidoras. Com a alteração, o preço por quilo passou de aproximadamente R$ 3,97 para R$ 4,66, representando um acréscimo de quase R$ 0,70.
O reajuste deverá refletir no bolso dos consumidores e pode elevar o preço do botijão de 13 quilos em Salvador, na Região Metropolitana e nos municípios do interior baiano.
De acordo com Robério Souza, diretor do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (SindRevGás), o aumento poderá representar aproximadamente R$ 15 a mais no valor final do botijão. O repasse, porém, dependerá da política comercial adotada pelas distribuidoras e pelos estabelecimentos revendedores.
A Acelen informou que os preços praticados pela refinaria são atualizados considerando diferentes fatores do mercado, entre eles a cotação internacional do petróleo, a variação cambial do dólar e os custos logísticos envolvidos na operação.
Este é o segundo aumento expressivo em um intervalo de aproximadamente um mês. Em outubro, a Refinaria de Mataripe já havia aplicado uma elevação de cerca de 9% no preço do GLP, ampliando a pressão sobre o orçamento dos consumidores baianos.
Além do reajuste anunciado em novembro, outro fator poderá contribuir para encarecer o produto em 2027. Os estados brasileiros aprovaram, por meio do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), uma alteração na cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o gás de cozinha.
A nova alíquota entrará em vigor em 1º de fevereiro de 2027. O valor do imposto passará de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo, o que representa uma elevação aproximada de 4,8%. Considerando um botijão de 13 quilos, o acréscimo tributário será de aproximadamente R$ 0,91.
A mudança poderá ser incorporada aos preços praticados no mercado, dependendo das condições de comercialização e dos repasses ao longo da cadeia de distribuição.
Com dois reajustes recentes na refinaria e uma alteração tributária prevista para o próximo ano, os consumidores baianos poderão enfrentar novos custos para adquirir um dos produtos essenciais no orçamento doméstico. O impacto será sentido tanto na capital quanto nas cidades do interior do estado, onde o preço final também depende das despesas de transporte e distribuição.