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A Receita Federal realiza nesta sexta-feira (30) o pagamento de um lote extra de restituições do Imposto de Renda 2026. Ao todo, serão liberados R$ 531,6 milhões para aproximadamente 184,4 mil contribuintes que regularizaram pendências na malha fina deste ano e de exercícios anteriores.
O dinheiro será depositado diretamente na conta bancária informada na declaração ou por meio do Pix, caso o contribuinte tenha escolhido essa modalidade e cadastrado o CPF como chave.
A consulta para verificar se está incluído no lote pode ser feita no site oficial da Receita Federal, mediante o preenchimento de CPF, nome e data de nascimento. O serviço também está disponível pelo aplicativo Meu Imposto de Renda e pelo Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC).
Quem recebe a restituição neste lote?
Do montante total, R$ 293,4 milhões serão destinados a contribuintes que possuem prioridade legal no recebimento. A distribuição contempla:
- Idosos com mais de 80 anos: 5.424 restituições;
- Idosos entre 60 e 79 anos: 27.948 restituições;
- Pessoas com deficiência ou doença grave: 4.047 restituições;
- Contribuintes cuja principal fonte de renda seja o magistério: 8.827 restituições.
Além desses grupos, aproximadamente 121,5 mil contribuintes sem prioridade legal serão contemplados por terem utilizado a declaração pré-preenchida ou escolhido receber a restituição via Pix, com chave vinculada ao CPF.
Outras 16.665 restituições serão destinadas aos contribuintes que não possuem prioridade especial.
O que fazer se o dinheiro não cair na conta?
Segundo a Receita Federal, o depósito é realizado exclusivamente em uma conta bancária de titularidade do contribuinte. Caso exista alguma inconsistência nos dados informados ou problema na conta de destino, a instituição financeira poderá impedir a transferência.
Nessas situações, é possível solicitar o reagendamento do pagamento pelo Banco do Brasil, dentro do prazo de até um ano após a primeira tentativa de depósito.
O procedimento pode ser realizado pelo portal do banco:
Também estão disponíveis os seguintes telefones:
- 4004-0001: capitais;
- 0800 729 0001: demais localidades;
- 0800 729 0088: atendimento para pessoas com deficiência auditiva.
Para solicitar o reagendamento, o contribuinte deverá informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração.
Caso o dinheiro não seja resgatado no período de um ano, será necessário solicitar novamente o pagamento pelo portal e-CAC, acessando a opção:
Declarações e Demonstrativos → Meu Imposto de Renda → Solicitar restituição não resgatada na rede bancária.
Como saber se caiu na malha fina?
Os contribuintes que entregaram a declaração e ainda não receberam a restituição devem consultar a situação do documento. A Receita Federal informou ter notificado 498,5 mil pessoas com pendências na declaração, por meio de comunicações eletrônicas enviadas entre os dias 5 e 15 deste mês.
A verificação pode ser feita pelo serviço Meu Imposto de Renda, disponível no site da Receita Federal ou no aplicativo oficial.
Quando a declaração apresenta problemas, o sistema indica a situação “Com Pendência”, permitindo que o contribuinte identifique o motivo da retenção e consulte as orientações para regularizar as informações.
Se forem encontrados erros nos dados declarados, é possível enviar uma declaração retificadora pela internet, sem necessidade de comparecer presencialmente a uma unidade da Receita Federal.
Passo a passo para consultar a malha fina pelo celular
O procedimento pode ser realizado pelo aplicativo da Receita Federal:
- Baixe o aplicativo oficial da Receita Federal no celular ou tablet.
- Abra o aplicativo e selecione a opção “Entrar com gov.br”.
- Informe seu CPF e a senha da conta Gov.br.
- Acesse a área de serviços relacionados ao Imposto de Renda.
- Entre na opção “Meu Imposto de Renda”.
- Selecione “Pendências de malha”.
- Confira se existem irregularidades e quais informações precisam ser corrigidas.
Para acessar os detalhes, é necessário possuir uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro.
A Receita orienta que os contribuintes verifiquem cuidadosamente os dados informados e mantenham os documentos que comprovem rendimentos, despesas e demais informações declaradas. A regularização espontânea pode evitar complicações e possíveis penalidades futuras.
