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O governo federal busca avançar nas negociações para liberar uma mudança que pode impactar diretamente o combustível utilizado pelos brasileiros. A proposta de aumentar a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32% está em análise pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que avalia os procedimentos técnicos e regulatórios adotados para a implementação da medida.
O ministro da Defesa, José Múcio, deve se reunir nos próximos dias com o presidente do TCU, Bruno Dantas, para apresentar os argumentos do governo em defesa da alteração aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em julho.
A Corte de Contas abriu questionamentos sobre a realização dos testes técnicos e os possíveis impactos do novo percentual de etanol em veículos, motores e equipamentos automotivos. A análise busca garantir que a mudança siga critérios de segurança e tenha respaldo técnico antes de entrar em vigor.
Segundo José Múcio, o Brasil possui uma trajetória de crescimento gradual na utilização do etanol misturado à gasolina, e a experiência acumulada ao longo dos anos demonstra a eficiência da política de biocombustíveis.
O ministro destacou que o aumento da participação do etanol representa um avanço estratégico para o setor energético nacional e reforçou que o governo pretende manter a ampliação do uso de combustíveis renováveis.
A expectativa do governo é que, após a avaliação do TCU, a medida possa ser efetivada e até mesmo abrir caminho para novos aumentos no percentual de mistura ainda neste ano. A decisão poderá influenciar o mercado de combustíveis e a rotina de milhões de consumidores em todo o país.