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O Nordeste reafirmou sua força na educação brasileira ao conquistar posições de destaque no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025. A região liderou os principais indicadores do ensino fundamental e garantiu presença entre os estados mais bem avaliados do país. Apesar do desempenho regional, a Bahia ficou de fora da lista dos melhores resultados nacionais.
Nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), apenas oito municípios brasileiros alcançaram a nota máxima 10 no Ideb. Seis deles estão no Nordeste: Coruripe, Santana do Mundaú e União dos Palmares (Alagoas), Catunda, Coreaú e Cruz (Ceará). O resultado reforça a concentração dos melhores índices educacionais na região.
No ranking estadual dessa etapa, Ceará e Alagoas dividiram a liderança, ambos com nota 6,8. A Bahia não apareceu entre os estados com melhor desempenho.
Já nos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano), nenhum município atingiu nota 10. Ainda assim, o Ceará manteve a liderança nacional com 5,9, seguido por Alagoas (5,8) e Pernambuco (5,7). Entre os municípios com os melhores resultados estão Custódia (PE), Bom Jesus (PI), Santa Maria do Herval (RS), Iporá do Oeste (SC) e Cocal (PI).
Um dos grandes destaques do levantamento foi Santana do Mundaú (AL), que figura entre os municípios mais bem avaliados tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais do ensino fundamental, consolidando-se como referência em qualidade da educação pública.
No ensino médio, o Nordeste também manteve posição de destaque. Piauí apareceu empatado na terceira colocação nacional, com nota 4,9, seguido por Pernambuco (4,8) e Ceará (4,7). O Paraná liderou o ranking nacional, seguido por Goiás. O Distrito Federal foi a única unidade da federação a registrar queda no indicador entre 2023 e 2025.
Os dados do Ideb 2025 mostram um avanço consistente da educação nordestina, consolidando a região como uma das principais referências do país em desempenho escolar. No entanto, a Bahia segue fora da lista dos estados com os melhores indicadores nacionais, tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais do ensino fundamental, apesar de apresentar evolução em alguns índices divulgados pelo Ministério da Educação.