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O senador Jaques Wagner (PT-BA) adiou o depoimento que prestaria à Polícia Federal nesta sexta-feira (7), no âmbito da investigação que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. O pedido foi apresentado pela defesa, que afirma não ter tido acesso aos autos do processo, condição considerada essencial para a preparação dos esclarecimentos.
Segundo os advogados, a solicitação foi encaminhada aos delegados responsáveis pela investigação e tem como objetivo garantir o pleno exercício do direito de defesa. Até o momento, a Polícia Federal não confirmou uma nova data para a oitiva.
A investigação tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e está sob a relatoria do ministro André Mendonça. Em junho, o magistrado autorizou buscas e apreensões contra pessoas ligadas ao senador, dentro das diligências que buscam esclarecer possíveis vínculos com operações investigadas envolvendo o Banco Master.
As apurações fazem parte de um conjunto de investigações que busca identificar possíveis fraudes financeiras, movimentações de recursos consideradas suspeitas e a atuação de pessoas próximas ao parlamentar. As autoridades também investigam eventual envio de valores ao exterior e a possível utilização de recursos do esquema para influenciar a cobertura da imprensa e pressionar jornalistas e servidores públicos.
A defesa sustenta que o adiamento é necessário porque ainda não teve acesso integral às provas reunidas pela Polícia Federal. De acordo com os advogados, somente após a análise completa dos documentos será possível prestar um depoimento consistente e exercer plenamente os direitos garantidos pela Constituição.
O adiamento não representa o encerramento da investigação nem o cancelamento definitivo do depoimento. Caberá agora à Polícia Federal analisar o pedido da defesa e definir uma nova data para que o senador seja ouvido.
As investigações continuam em andamento e, até o momento, não há conclusão sobre eventual responsabilidade criminal do parlamentar.