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Mais da metade dos deputados estaduais da Bahia que disputarão as eleições de 2026 declarou possuir patrimônio superior a R$ 1 milhão. Levantamento com base nas informações enviadas à Justiça Eleitoral mostra que 34 dos 57 parlamentares candidatos somam, juntos, cerca de R$ 152,3 milhões em bens declarados.
Os dados fazem parte das prestações de contas registradas no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que reúne informações sobre candidaturas, patrimônio, arrecadação e gastos de campanha.
Entre os parlamentares com maior patrimônio declarado está Robinho (União Brasil), que informou possuir R$ 19,38 milhões em bens. Em seguida aparecem Felipe Duarte (Avante), com R$ 16,15 milhões, Manuel Rocha (União Brasil), com R$ 12,22 milhões, Tiago Correia (PSDB), com R$ 8,57 milhões, e a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Ivana Bastos (PSD), que declarou patrimônio de R$ 7,85 milhões.
Um dos pontos que mais chamou atenção no levantamento foi a declaração de Felipe Duarte. Dos mais de R$ 16 milhões informados, R$ 8 milhões foram declarados em dinheiro em espécie, conforme os registros apresentados à Justiça Eleitoral.
Na outra ponta da lista, os deputados Pancadinha (PDT) e Roberto Carlos (PV) declararam patrimônio zerado. No caso de Roberto Carlos, a informação representa uma mudança em relação às eleições de 2022, quando havia declarado aproximadamente R$ 1,6 milhão em bens.
Entre os menores patrimônios informados estão Jurailton Santos (Republicanos), com cerca de R$ 165 mil, Leandro de Jesus (PL), com R$ 90 mil, e Diego Castro (PL), que declarou aproximadamente R$ 28,8 mil.
O levantamento considera apenas os deputados estaduais que disputarão as eleições deste ano. Caso fossem incluídos os seis parlamentares que não concorrerão em 2026, utilizando como referência as declarações apresentadas em 2022, o patrimônio total da Assembleia Legislativa da Bahia chegaria a aproximadamente R$ 178,3 milhões.
As declarações patrimoniais incluem imóveis, terrenos, veículos, participações em empresas, aplicações financeiras, investimentos, depósitos bancários, dinheiro em espécie e outros bens informados pelos próprios candidatos. Segundo o TSE, as informações são atualizadas diariamente durante o período de registro das candidaturas, podendo sofrer alterações até a homologação definitiva dos registros.